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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Valor do presente proporcional ao tamanho do amor?


Hoje eu fui à loja Riachuelo (que eu nem sou muito fã) em busca de um presente para a minha chefe, que faz aniversário domingo. Enquanto eu procurava alguma coisa que fosse a cara dela e do meu orçamento nas araras, ouvi o comercial deles do dia dos namorados. Era mais ou menos assim:
"Se o seu namorado ainda é um namoradinho, temos blusas de até R$30,00. Se você gosta um pouquinho mais dele, você pode dar um casaco de R$50,00. Mas, se ele for o grande amor da sua vida, temos calças jeans por até R$80,00."

Eu achei muito infeliz esse tipo de comparação. Quer dizer então que a gente é capaz de medir o tamanho do amor que alguém tem pela gente pelo preço do presente que a gente recebe?
Eu não tenho namorado, mas o último presente que eu recebi do gateenho de SP, último carinha que eu tive "uma convivência amorosa" (definição perfeita da Cléo Pires) foi um porta-retratos com uma foto linda nossa, de um momento muito gostoso que passamos juntos. Se ele tivesse me dado um Louboutin, não teria me agradado tanto!

Eu adoro dar e receber presentes, mas simplesmente odeio que essa "lembrança" ou "demonstração de amor" seja resultado dessa pressão social e comercial. Muito melhor é ganhar um presente num dia qualquer porque passou por uma vitrine e viu alguma coisa que é a sua cara, sem data marcada, sem motivo especial. Mas bom MESMO é saber que, independente do tamanho da embalagem ou o preço do que tem dentro dela, a gente é amada.



#prontofalei

De calça no red carpet

Dia desses eu lí no blog do gateenho de SP um artigo muito interessante sobre o que aconteceu na Europa (e no mundo) em Maio de 68, e como tudo que ele fala e escreve, me fez pensar muito sobre os meus valores e comportamentos. 

Para quem quiser saber mais sobre esse movimento, clica aqui
Nas minhas humildes palavras, e resumidamente para o objetivo do post, esse movimento, assim como muitos outros da década de 60, deu início a grandes conquistas para a mulher. Direitos iguais como o voto, a liberdade sexual, o anticoncepcional, a minissaia e... a calça!

E daí que depois de 45 anos, o uso da calça comprida por mulheres (ou o fato de não "optarem" por um vestido) ainda causa estranheza e preconceito. Foi o que a blogosfera toda viu esses dias, em resposta à "ousadia" de algumas famosas em usar a "peça do vestuário masculino" em pleno tapete vermelho. Come on!!!

Vamos honrar as corajosas mulheres que lutaram para que a gente hoje tivesse a liberdade de escolher o que vestir. Vamos usar calça comprida no red carpet se isso nos faz feliz (e nos deixa linda!).








#prontofalei

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Inteligência emocional ajuda na dieta

Tá aí o tipo de notícia que eu gosto de ler e de espalhar: A inteligência emocional também ajuda na dieta! 
Pena que quando eu vejo as estatísticas do blog eu percebo que o maior interesse de quem vem aqui é por posts que falam do comportamento das famosas, e não o comportamento ou o motivo que leva alguém  a se interessar pela moda ou por algum item ou estilo em específico, sendo esse sim, o meu grande interesse e motivador para escrever esse blog.
Enfim... o meu papel é escrever e/ou trazer conteúdos que eu acho interessante compartilhar, e se eu atingir  uma única pessoa, eu cumpri o meu objetivo!

Inteligência emocional está relacionada à habilidade de reconhecer e lidar bem com as emoções ou sentimentos próprios e/ou dos outros. No artigo da Marie Claire, o especialista em Inteligência emocional, Rodrigo Siqueira, diz que o inconsciente pode estar boicotando a sua dieta: "O corpo é o reflexo do que existe dentro da pessoa, e essa imagem está atrelada às emoções."


MARIE CLAIRE: Como a inteligência emocional pode interferir no processo de emagrecimento?
RODRIGO FONSECA: Gosto de comparar o ser humano com um computador: temos o hardware, que é o nosso corpo, e os softwares, que são os conhecimentos teóricos que adquirimos ao longo da vida na escola, em livros, palestras. Entre o hardware e o software existe uma parte fundamental da máquina e também do ser humano chamada de sistema operacionalÉ lá que estão gravados nossos programas emocionais, que foram registrados em algum momento da nossa história, num nível inconsciente. Esses programas emitem impulsos que nos fazem comer à noite, mesmo sabendo que o melhor é comer pela manhã; que nos fazem ingerir gordura, doces e etc.

Acho que agora existe uma grande chance de as pessoas começarem a pensar em cuidar tanto da mente quanto cuidam do corpo, ainda que seja para ver o resultado nele...

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

domingo, 26 de maio de 2013

Quimioterapia e beleza



Hoje fazem 13 anos que eu perdi a minha mãe para o câncer, e por essas e outras, que eu me emociono e admiro histórias de superação como a da ex-modelo Flávia Flores, que escreve um blog com dicas de beleza para mulheres que passaram ou estão passando por esse processo delicado.


Vale a pena ler a entrevista dela para a revista Marie Claire e conhecer o blog dela. Virei fã!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Marca x Qualidade

Eu sempre gostei de coisas de qualidade, mas felizmente nunca me importei com marcas.
É claro que as marcas mais caras acabam vendendo produtos de maior qualidade, com acabamento mais bem feito e/ou com um material melhor, e por isso, eu não abro mão de comprar algumas coisas um pouco mais caras, como sapato, por exemplo. Como eu calço 33,5 (siiiiim, o 33 fica apertado e o 34 fica largo, e se forem de um material ruim, me causam bolhas e muitaaaaa dor!!), quando encontro um sapato do jeito que eu gosto e de um bom material, eu compro. Arezzo, sua linda!! Obrigada por fazer sapatos lindos e na minha numeração! :) 
Com roupa acontece a mesma coisa... algumas marcas me vestem super bem, e por isso eu viro cliente. E ra quem quiser me agradar, calças jeans da Equatore e vestidos da Afghan são ótimos presentes! rsrsrs

Mas se é pra comprar uma blusinha básica ou itens de moda que vão sair do armário no final da estação, a C&A me satisfaz e me deixa bem felizinha!! Lá eu encontro todas as tendências, a um preço justo, num material que atende às expectativas (durar uma estação e me deixar na moda).

E apesar de eu estar fazendo propaganda de graça aqui no blog para todas essas marcas aí de cima (Nãããão, esse não é um publipost rsrs), o que eu não topo, e nunca topei, foi me vestir de outdoor de marca nenhuma.
Ao invés de uma bolsa da Louis Vuitton, uma bolsa de couro. Sem marca, mas da mesma qualidade e tamanho.





E se é pra usar um moletom, porque não um com um personagem infantil, com brilhos, frases ou com a sua banda de rock favorita? Algumas pessoas preferem mostrar a marca, o preço que custou.






Uma marca que não precisa colocar o seu nome estampado em suas peças e ainda assim ser identificada de longe por quem gosta / conhece é a Farm, justamente por causa de suas estampas lindas e exclusivas. Não é uma forma de "mostrar" a marca sem fazer propaganda direta da loja??


E o que dizer das camisas pólo que custam até 10x mais que outra do mesmo material só por causa de uma bandeirinha ou um jacaré?


É claro que por trás do logo da empresa que fabricou a roupa tem o tal "status". Quem nunca viu fotos de blogueiras contando que aquela blusinha de malha é da "Zara New York", que é diferente da Zara do shopping da esquina porque foi comprada em Nova Iorque, e que substiui os antigos (da minha época de adolescente) casacos do Hard Rock Café, que vinha com o nome da cidade que foi comprado, e só vendia lá? Quem tinha um, mostrava ao mundo que 1) tinha gastado uma grana naquele casaco e 2) tinha ido àquela cidade.


Quem gosta de moda deve lembrar da febre de sapatos com sola vermelha, os famosos Louboutin inspired. Algumas empresas começaram a comercializar adesivos para colar na sola, para aquelas que não queriam / podiam comprar um modelo de sola vermelha (ainda que não fosse o verdadeiro). Eu falei sobre isso aqui.


Algumas pessoas, a fim de mostrar o tal status, querendo fazer parte de um grupo ou conquistar a admiração (ou causar a inveja) das outras pessoas, compram produtos falsos a preços beeeem menores (e qualidade idem).


Tem uma frase que é vinculada ao Will Smith que diz assim: "Status é comprar o que você não quer, com o dinheiro que você ainda não ganhou, para mostrar a pessoas que você não gosta, a pessoa que você não é".


Enquanto isso, a gente vive vendo por aí a primeira dama dos Estados Unidos e a nora do príncipe da Inglaterra usando roupas de lojas de departamento (e repetindo as mesmas peças várias e várias vezes). 
Talvez elas, que têm MUITA grana pra gastar com o que quiserem, queiram mostrar ao mundo que não precisam gastar rios de dinheiro para estarem bem vestidas, para fazer o mundo refletir sobre o consumismo ou sei-lá-o-que. Mas, seja o que elas queiram nos mostrar, não é algo que elas não são.

E você? O que quer mostrar, e pra quem? #prontofalei

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pensei em comprar mas não comprei: Minha relação com o dinheiro


Eu tenho dois grandes problemas com o dinheiro:
1) Ganho pouco e
2) Gasto muito.

Para eliminar esses problemas, existem duas opções:
1) Ganhar mais, ou
2) Gastar menos.

Está sendo muito complicado conseguir adaptar o meu perfil de consumidora com a minha nem-tão-nova realidade. Enquanto eu era casada, todo o meu dinheiro era gasto em roupas, sapatos, viagens e passeios, além do meu estudo. Hoje, que eu moro sozinha e preciso pagar todas as contas da casa sem a ajuda de ninguém, me vejo com duas opções:
1) Não comprar tudo que eu quero, ou
2) Terminar todos os meses com a conta no negativo.

Pois é. Infelizmente, eu tenho "escolhido" a segunda opção há algum tempo, mas a ficha caiu e cada mês o valor da fatura do meu cartão de crédito reduz um pouco mais, e eu já consigo ficar feliz quando experimento uma roupa e não veste bem, ou quando não tem o meu número da roupa ou calçado que eu gostei. 
Uma das minhas características como consumidora é a compra como forma de recompensa. Se alguma coisa muito legal acontece comigo, eu me dou um presente para comemorar. Se alguma coisa muito ruim acontece, ou eu estou tristinha, eu me dou um presente para compensar. Mas hoje foi diferente!! 


Eu estava (estou!!) na TPM, e tive um dia de cão no trabalho. Estava "triste, tristinha, mais sem graça que a modelo magrela na passarela...", como diz uma música do Zeca Baleiro, mas apesar de ter entrado em todas as lojas possíveis e imagináveis e ter me apaixonado por váááárias peças na hora do almoço e na saída do trabalho, consegui chegar em casa sem nenhuma sacola, sem nenhuma dívida nova, e sem nenhuma culpa! Muito pelo contrário! Eu me senti tão bem com essa vitória (siiiiiim!!) que resolvi contar pra vocês, para que vocês, que também têm esses probleminhas com grana saibam que é possível resistir à tentação e ainda assim ficar feliz.
Ainda bem que eu ainda tenho um mooooooooonte de chocolate na geladeira, e vai ser a minha alegria do dia (além dessa lua cheia linda lá fora e da sensação de que estou aprendendo!).

Pra quem quiser saber um pouco mais sobre a Psicologia do Consumo, aqui tem um artigo muito legal! Vale a pena clicar!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A arte de ser sexy


Esses dias eu vi no twitter o artigo "Stoya e a arte de ser sexy" sendo compartilhada por uma pessoa que eu conheço bem, e apesar de ser do Tumblr Para pensar em sexo, eu sabia que não seria nada vulgar (não é o tipo de coisa que essa pessoa compartilharia), e me atrevi a abrir o link em plena lan house.

Se você não sabe quem é Stoya, é essa mocinha bonita aqui, ó:


E se você é antenada mas nunca ouviu falar dela, antes de dar um google no nome da moça, posso adiantar que é uma das atrizes pornô mais famosas do mundo, e ainda que eu também soubesse disso ao ver o título do artigo, eu sabia que não seria nada vulgar.

E você, que acompanha o meu blog, também deve saber que eu não compartilharia nada aqui se fosse. Mas, se ainda assim, você não se sentir à vontade de continuar lendo, clica no "X" no alto da sua tela, à direita do monitor, e volta aqui amanhã, ok? Sem mágoas! ;-)
Vamos ao texto?


"O que torna uma mulher sexy? Comecei a pensar nessa questão quando assisti a alguns vídeos da Stoya, atriz pornô sensação do momento, principalmente entre jovens e nerds daqui e do estrangeiro. Para quem nunca viu a gata borralheira em ação, segure as pontas que no fim do post tem alguns links para você conhecer a performance da Lolitinha safada. O que me chamou a atenção na musa erótica da nova geração é que ela representa o avesso da mulher gostosa que tem sido vendida nos últimos tempos. Esqueça tudo que você já viu de mulher fruta. Stoya não tem peitão, bundão, pernão, nada disso. De pele extremamente alva, a Branca de Neve do mundo adulto agrada pela aparente espontaneidade, leveza, feminilidade e, sobretudo, por mostrar que gosta da coisa. E você, domina a arte de ser sexy?
    Ser sexy está muito além de fazer caras e bocas. Também não se resume a usar roupas provocantes. Ser sexy é quase um estado de espírito. É aquela mulher que mesmo não sendo a mais bela tem qualquer coisa de magnetizante, que faz virar as cabeças em sua direção por onde passa. É aquela mulher que exala energia sexual. É aquela mulher que está tão confortável dentro da própria pele, com as formas do seu corpo, que tudo nela se encaixa e se movimenta em harmonia.
    Para ser sexy, infelizmente, não existe receita a ser seguida. É algo que começa na relação que você tem com você mesma, com o sexo e na maneira como lida com seus desejos. Na hora H, uma lingerie sensual, um corpinho bem cuidado e uma pele cheirosa sempre ajudam, mas também não resolvem todo o mistério. Aliás, é preciso ter cuidado para não exagerar no circo erótico e intimidar o cabra menos afeito a essas pirotecnias. Palavra de quem já passou pela situação mais de uma vez. Em uma delas, uma calcinha branca de algodão ajudou mais na paudurecência do que um fio dental preto. Em outra, o que era para ser uma noite de cabaré, com direito a espartilho e reboladas mil, terminou com bate-papo no sofá. Não estou querendo dizer que esses acessórios não contribuam para criar um clima, porém é preciso mais do que isso para realmente ser sexy. Nessas ocasiões, eu provavelmente estava mais preocupada em me mostrar sexy do que em aproveitar a situação, do que deixar aflorar verdadeiramente meus desejos, do que focar minha atenção no momento e, consequentemente, liberar meu tesão.
    O cronista sempre perspicaz Xico Sá traduziu muito bem essa sensualidade forçada e artificial, que geralmente provoca o efeito contrário do desejado, no texto O exagero na arte de ser sexy. Esse trecho resume com maestria o que definitivamente conta na sedução pré-rala-e-rola:
“Mulheres, esqueçam o kit sex shop. É mais importante uma safadeza, um charme, um suspense no olho durante um jantar, do que a extravagância propriamente dita. Se cuidar, ficar bonita, é de lei, claro, sem problema; mas não carece carregar nas tintas do desejo.”
Na cama
    Não adianta mesmo carregar nas tintas do desejo, se ele não estiver lá, pulsante e latente, entorpecendo todo o seu corpo. Também não ajuda em nada perseguir um ideal estético sexy até na hora do sexo. Ficar buscando a melhor posição em que a celulite apareça menos não deixa você mais gostosa. O que torna uma mulher irresistivelmente sexy é a intensidade da sua vontade, a capacidade de entrega aos seus desejos e o quanto ela se sente bem naquele momento.
    Uma cena de sexo de verdade não é esteticamente perfeita, pelo contrário, tem peles e carnes balançando para valer, caretas que jamais repetiríamos se estivéssemos nos observando, contrações voluntárias e involuntárias, cabelos despenteados, suores, fluidos e tudo que nos faz instintivamente humanos. Não existe nada mais sexy do que ser perder nesse frenesi, sem se preocupar com nada além do prazer que você quer dar e receber. Quando perguntada em uma entrevista à Marie Claire sobre o que os homens mais sentem falta na cama, a star pornô Stoya respondeu:
“Acho que eles sentem falta de desinibição. As mulheres entram no quarto e ainda querem ser ladies. Apagam as luzes porque acham que o bumbum vai sacudir e a celulite, gritar. E é justamente isso que eles querem, meninas: mulheres de verdade, com todos os seus defeitos e qualidades. Acreditem, eles não querem uma atriz pornô, eles querem você, do jeito que você é.”
A Branca de Neve erótica sacou tudo. Talvez por isso faça tanto sucesso com seus filmes, apesar de passar longe do estereótipo mais batido que conhecemos de atriz pornô. E para você, o que é ser sexy? Você se considera uma mulher sexy? E para vocês, homens, como é uma mulher sexy?"

Mais sobre Stoya:


Se você acreditou em mim, leu o texto até o final e gostou, que tal conhecer a fonte original? Clica aqui "pra pensar em sexo"! rsrs

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Futilidade ou Felicidade?


Algumas pessoas me olham atravessado quando eu digo que tenho um blog de moda, julgando imediatamente que sou uma mulher fútil simplesmente por gostar do assunto.
O que essas pessoas não sabem é que:
1) Eu falo da influência da nossa personalidade na escolha do que usamos e gostamos
2) Eu falo de comportamento
3) Somos influenciados pelo que vestimos e o que vestimos é um resultado do que somos
4) Vaidade e feminilidade demonstram felicidade

No início do ano eu estava sofrendo muito, e não tinha nenhum interesse, vontade ou motivação para me arrumar, ir às compras ou cuidar de mim.
Fiquei 2 meses sem pintar o cabelo ou fazer as unhas. Não variava as muitas roupas que eu tinha, usando como desculpa o fato de as minhas coisas estarem todas embaladas (eu mudei de endereço) e que dava muito trabalho procurar as coisas, então eu usava as coisas que tinha numa única bolsa. Perdi 6 kgs (e pra quem me conhece sabe o quanto isso é significativo, já que eu não tenho muitos kilos rsrs) junto com a fome e o apetite.

Para quem me conhecia, era nítido que todo aquele relaxo era um sintoma de todos os problemas que eles sabiam que eu estava passando, mas até quem não me conhecia sabia que tinha "alguma coisa de errado" comigo. Os meus olhos, a pele e os cabelos não tinham brilho e nem vida.

Eu não tinha deixado de gostar de moda, mas tinha deixado de gostar de mim. Eu não tinha abandonado a moda, eu tinha abandonado a minha feminilidade. E foi quando eu comprei a primeira peça de roupa e gastei R$280 para hidratar, cortar e fazer luzes no cabelo que eu percebi que estava saindo do fundo do poço, não porque eu tinha voltado a me interessar por coisas "fúteis", mas porque eu tinha voltado a fazer planos para o futuro, porque eu tinha voltado a gostar da vida e a gostar de mim.

Autoestima e confiança são fundamentais para se sustentar em cima de um salto alto, assim como para desfilar de short jeans e chinelo, porque é a postura (atitude) que sustenta a roupa, e não o contrário.
Quem não lembra do exemplo da Demi Moore, que eu mesma dei aqui no auge do meu sofrimento (e do dela)? Quem não lembra de ter reconhecido nela uma mulher feia e sofrida dias após o divórcio, ainda que ela aparecesse rindo e usando um vestido Zac Posen na première do filme "Margin Call"?



Nessa segunda foto, onde ela aparece de jeans, descalça e com um casaco nada glamouroso, apesar de não estar sorrindo, ela demonstra muito mais confiança.

Quando superei o meu sofrimento, eu ainda não tinha motivos pra sair rindo por aí, mas a minha feminilidade já tinha sido resgatada, e as pessoas percebiam a diferença. Antes, eu tinha as minhas emoções apagadas, a minha confiança apagada, a minha autoestima apagada, e isso resultava no meu visual apagado. Era como se eu quisesse ser invisível, passar desapercebida pela vida. Aos poucos eu voltei a ser generosa comigo, e fui me acendendo de novo!

Daqui pra frente, sempre vir uma mulher vaidosa, bem arrumada ou cheia de atitude (ou de sacolas), independente de estar ou não na moda, reconheça nela uma mulher feliz. Se não com a vida, ao menos com ela mesma!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Um toque de coragem


Ano passado, em Outubro, que é o mês do combate ao câncer de mama, eu falei sobre o trabalho do Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo), que ajuda a recuperar a autoestima das mulheres tratadas lá não somente com palestras, mas fotografando e mostrando a essas mulheres que tem sim beleza em seus corpos e em suas vidas, apesar do câncer de mama. Para rever o post, clica aqui.
Navegando pelo blog dazamigas eu vi que a Ana, do Hoje Vou Assim Off, tinha sido convidada a falar sobre a Campanha de Conscientização sobre o Câncer de Mama, que está em seu vigésimo ano. Como eu vivi esse drama pessoalmente (e perdi minha mãe por causa do câncer) resolvi divulgar também, mesmo sem convite! rsrs


Quem quiser participar da campanha, pode dar o seu apoio, divulgar as mensagens ou curtir a fanpage dedicada à causa. O movimento ainda vai contar com um aplicativo exclusivo no facebook, onde você pode mandar o seu toque de coragem para quem luta contra o câncer de mama. O movimento vai ter um evento de divulgação no MASP, dia 1º de Outubro, e eu, que vou estar na Av. Paulista nesse dia, vou tentar conhecer um pouco mais sobre isso (se o evento for aberto ao público, o que eu não consegui descobrir).


Esse é o meu toque de coragem a todas as mulheres que lutam contra essa doença, e aos seus familiares e amigos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

As aparências enganam


Roupas, sapatos, make e acessórios ajudam a montar os nossos #looksdodia todos os dias. Mas ao invés de mostrar ao mundo o que somos, a nossa personalidade, o nosso estilo, o nosso humor e até mesmo a nossa  classe social, muitas vezes o uso que fazemos disso tudo mostra tudo menos a nossa realidade.

Certa vez estava em Campos do Jordão e o dono da pousada fazia um desabafo no café da manhã, tentando nos convencer a não andar na maria fumaça da cidade porque o valor da passagem não valia o passeio (mentira dele, vale super a pena, a viagem é lindaaaaaaa!) e dizendo que o mundo era muito capitalista, que ele não aceitava o fato de a cozinheira dele ganhar R$500 por mês e pagar R$200 numa calça jeans para passear pela cidade à noite "como se fosse igual aos turistas da cidade". O discurso era até bonitinho, mas ele bem que cobrou as diárias da gente (e bem caro, por sinal rsrs).

Esses dias a figurinista da novela Avenida Brasil explicou porque a Carminha (personagem da Adriana Esteves) só usa roupas claras e camisas de babado: "Pra parecer uma mulher de família, honesta e de bom caráter." Pois é. Quem desconfiaria que uma mulher com calça branca e camisa pastel de babados trai e rouba o marido, e abandonou criancinhas no lixão? Ninguém né? Ou não? #OiOiOi


A moda dos "óculos geek" prometem dar um status de nerd às meninas que não são, nem de longe e nem de perto (olhando com lentes multifocal, rsrs), as mais inteligentes da turma. Roupas e acessórios falsificados são exibidos como se fossem originais, na esperança de parecerem mais ricas, mais luxuosas, mais chiques. E o que falar das mulheres que usam calças "levanta bumbum" e não se permitem sair sem cinta ou sutiã de enchimento por causa dos seus "defeitinhos"?


Outro exemplo disso eu percebi na primeira vez que saí na night depois de 9 anos num relacionamento onde os eventos noturnos eram na casa de amigos, no cinema ou teatro. Não que tenha sido ruim, mas era a primeira vez em 9 anos que eu voltava a uma boate, e eu estava solteira de novo depois de 9 anos.
A estranheza começou ao escolher a roupa para o tal evento. No meu guardarroupas só tinha roupa de mulher casada, que passavam a imagem de "mulher respeitável" que eu era, e ainda sou, apesar de não estar mais casada. Mas eu queria passar a imagem de mulher "descolada" e não tinha nenhuma peça no meu guardarroupas que me fizesse me sentir assim. E eu percebi algum tempo depois que nenhuma roupa ia me fazer me sentir assim, porque eu não sou assim. Não ia ser dentro de um vestido decotado e justo e em cima de um salto altíssimo que eu ia me sentir à vontade no meio de mulheres dançando vulgarmente e homens que definitivamente não me interessavam.

Quando eu estou triste, não tenho ânimo pra me maquiar e me arrumar. Quem me conhece sabe que estou mal. Mas esse não é o "normal". Vemos por aí atrizes passeando em cima do salto, maquiadas e sorridentes depois de terminarem um relacionamento. Vemos blogueiras posando glamourosas nos seus #looksdodia enquanto andam de ônibus ou de metrô e parcelam as roupas em 10x sem juros no cartão de crédito.

É claro que colocar a sua roupa favorita, um batom que valorize o seu sorriso e um salto alto que eleve a sua autoestima pode dar um upgrade no seu humor e melhorar o seu dia, mas eu não consigo estar em discordância entre o que eu sou / sinto e o que aparente ser / estar. Porque as aparências podem até enganar os outros, mas o que é que a gente ganha com isso mesmo, hein? #prontofalei

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Respeito às curvas


A marca de lingerie Pliê lançou uma campanha publicitária muito bacana, com o nome "Respeito às curvas", juntando as grandes curvas da cantora Preta Gil às curvas discretas da modelo Bárbara Fialho.
A primeira surpresa vem logo nessa primeira foto e frase. Afinal, modelo tem curvas? Siiiiim! Não precisamos ser curvilíneas para considerar que temos curvas. O corpo feminino é formado de curvas. Quadril, seios, pernas. Seja a mulher PP, P, M, G, GG.

Em 2005 eu participei de um concurso cultural da Dove, onde as participantes deveriam criar uma frase dizendo porque você tem orgulho das suas curvas. Eu fui selecionada junto com outras 4 meninas (3 delas são minhas amigas até hoje!) e a minha frase foi mais ou menos assim: "Faço o estilo mignon e não mudaria nada em meu corpo, porque sou feliz e amada assim: sem curvas!" 
Quase 7 anos depois, continuo com as mesmas poucas curvas e com o mesmo pensamento. Na maioria das vezes, a minha escolha por uma roupa nada tem a ver com a intenção de parecer mais curvilínea. Nunca pensei em colocar prótese de silicone. Eu respeito as minhas curvas, e assim como há 7 anos atrás, eu sou feliz e amada assim... sem curvas!! A única coisa que eu corrigiria na frase hoje, mais madura, seria dizer que tenho curvas sim, apesar de suaves!

Essas são as minhas fotos da Campanha da Dove pela Real Beleza, para as revistas NOVA e Boa Forma.


Um dos prêmios foram essas roupas, compradas com auxílio da personal stylist da revista NOVA justamente para valorizar o meu corpo. Foi TÃO bom entrar nas lojas, comprar (coisas caríssimas) e não pagar... rsrsrs, mas ainda melhor foi saber o que comprar pra valorizar as minhas curvas, e não para parecer ter um corpo que eu não tenho.

E essa é a foto da campanha da Pliê, que ainda não foi lançada oficialmente, mas que pelo serviço prestado à sociedade, já é sucesso na internet:

Vamos ser felizes, mulherada! Independente do tamanho do sutiã ou da calça jeans! Vamos respeitar as nossas curvas (e as curvas alheias)!