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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vamos fazer 33 anos

Esse ano eu completo 33 anos. Bem que a minha mãe dizia que depois dos 15 o tempo voa, e eu nem acreditava... Parece que foi ontem que eu dancei a minha valsa com o meu pai!
Quase todos os dias as pessoas me dizem que eu não aparento a idade que tenho (Uhuuuu!) e mesmo que não dissessem, eu veria no espelho, né? rsrs
Por curiosidade, eu dei uma olhadinha nas famosas da minha idade, pra ver se elas estão tão bem quanto eu (modéstia mode on). 
Vamos ver?

Anna Kournikova (07 de junho)


















Gianne Albertoni (05 de julho)


















Alicia Keys (25 de janeiro)

















Paris Hilton (17 de fevereiro)















Amy Lee (13 de dezembro)














Juliana Knust (29 de maio)


















Adriana Lima (12 de junho)













Ana Hickmann (01 de março)












Beyoncé Knowles (04 de setembro)















Maria Maya (29 de junho)















Mariana Ximenes (26 de abril)














Natalie Portman (09 de junho)


















Nicole Richie (21 de setembro)


















Sabrina Sato (04 de fevereiro)












Britney Spears (02 de dezembro)















É clarooooo que eu escolhi fotos onde elas estavam mais "ao natural" e algumas não as favoreceram. Não por maldade, mas por que é assim que elas são quando acordam, quando saem de casa apressada, quando estão sem saco pra maquiagem, quando estão fazendo coisas "normais" como pessoas "normais".

O objetivo da seleção das fotos foi fazer pobres mortais de 33 anos pensar: 
  1. E se elas fossem tão pobres quanto nós? rsrsrs
  2. Elas são como nós!
  3. Se elas, que vivem da imagem, se permitem um momento de "relax total", porque não?
  4. Porque achar que elas são melhores que nós?
#prontofalei

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O que você veste fala de você


Eu vi essa tirinha no Facebook hoje e resolvi falar sobre isso também.
Todo mundo sabe que o que você veste fala de você, né? Que você transmite uma mensagem aos outros com a roupa que se apresenta ao mundo? Não. Não é todo mundo que sabe disso.
Ando assustada com a quantidade de gente que vejo usando blusa do Ramones em show de pagode e dupla sertaneja, assim como tem um monte de gente usando a blusa do Jack Daniels sem gostar de Whisky, ou da Starbucks sem gostar de café.




Infelizmente não é a única forma de transmitir a mensagem errada através da moda, mas é a mais simples de se evitar, né? Ou não? Se você não sabe inglês, é bom evitar comprar uma blusa com dizeres em inglês, afinal, você não sabe o que está dizendo. Se você não curte Ramones, não vale usar uma blusa do Ramones. Se você não curte um Jack, não vale usar a blusa do Jack. Se não gosta de futebol, não use uma camisa de time só porque o jogador é bonitinho. Combinado?
#prontofalei

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Magro também sofre preconceito


Quando a gente fala em "peso" ou medidas, as pessoas logo associam à pessoas que têm sobrepeso, mas esse assunto também é incômodo entre as mais magrinhas. A diferença? Uma mulher gordinha nunca vai ser abordada na cozinha da empresa por alguém lhe dizendo: "Nossa, você é tão gordinha! Quanto você pesa?" (a não ser que a pessoa não tenha um pingo de bom senso).
Eu estava preparando o meu café da manhã numa segunda-feira chuvosa e preguiçosa (e cheia de trabalho!) quando uma funcionária da empresa, provavelmente depois de me observar de cima a baixo, fala: "Caramba, Priscila. Você é tão magrinha!! Quanto você pesa?". 
O mesmo bom senso que as pessoas (ou a maioria delas) usa para falar com as pessoas gordinhas, deveria ser usado para falar com as mais magrinhas. Mas não é bem assim que funciona.

O preconceito racial é muito difundido quando se trata de negros, por exemplo, mas ninguém fala do preconceito contra os brancos. Não estou falando de história, mas de usar palavras agressivas para se dirigir à alguém de um grupo específico. Chamar de "negão" não pode, mas de "branquela" é aceitável. É falta de educação dizer à uma mulher que ela é gorda, mas está tudo bem se disser que ele é magrela.
É comum falar do drama para emagrecer, mas é mais raro ouvir falar do drama para engordar, ganhar músculos ou curvas. As farmácias estão cheias de remédios milagrosos para emagrecer, mas tente encontrar um para engordar... Hoje, felizmente já é mais comum as lojas terem uma sessão ou algumas peças plus size, mas ainda é raro encontrar nas lojas peças PP. 
Que magro nunca comprou roupa na sessão infantil apesar de já ter saído da adolescência há tempos? Que magro nunca ouviu as pessoas comentarem da quantidade de comida que põe no prato? Que nunca viu a cara de espanto ao dizer que vai à academia?

Estima-se que apenas 5% dos brasileiros sejam "magros demais", ou seja, com IMC abaixo de 18,5. Por que, então, os "magrelos" não recebem tratamento especial, como as demais minorias? 
No Facebook tem uma página com nome "Gordinha sim", mas muitas das fotos compartilhadas são de mulheres magras, a maioria com dizeres ofensivos como "quem gosta de osso é cachorro", "isso não é bonito", e as pessoas curtem e compartilham!! E se fosse o contrário?

Felizmente eu não tenho problema nenhum com o meu peso e nem com o meu corpo. Não deixo de usar uma roupa por ela "me deixar com menos peito" (como dizem as minhas tias) ou por esconder as minhas curvas discretas. Mostrei aqui que em 2005 eu ganhei um concurso cultural da DOVE justamente por respeitar e gostar do meu corpo exatamente como ele é. Oito anos depois, eu continuo com o mesmo manequim, o mesmo peso, e o mesmo pensamento.

E justamente por eu não ter problema nenhum, eu respondi, com a mesma naturalidade que ela me perguntou. Nossa conversa foi assim:
Ela: Caramba, Priscila, você é tão magrinha!! Quanto você pesa?
Eu: 43 kgs (e dei um beijo no meu ombro, rindo).
Ela: Nossa! Eu achava que era magra, mas agora estou me sentindo gorda! Eu peso 48 kgs!
Eu: Tá se sentindo gorda? Faz uma dieta, menina!! Deve ser muito ruim ter problemas com o corpo e a autoestima...

Pessoas mais críticas dirão que fui cruel. Há algum tempo atrás eu também teria evitado responder dessa forma, mas se eu engolisse esse sapo, poderia engordar... rsrs
Ao analisar a fala dela, podemos perceber que ela ficou feliz ao ver que eu pesava menos que ela, já que ela se acha magra. É uma forma de sentir-se superior, melhor que o outro. Característica típica de gente infeliz, invejosa.
Eu a acho linda. E espero que um dia ela possa se achar também.

O assunto é batido, mas já que volta a todo instante, vale a pena ver de novo: Você é mais bonita do que imagina
#prontofalei

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Valor do presente proporcional ao tamanho do amor?


Hoje eu fui à loja Riachuelo (que eu nem sou muito fã) em busca de um presente para a minha chefe, que faz aniversário domingo. Enquanto eu procurava alguma coisa que fosse a cara dela e do meu orçamento nas araras, ouvi o comercial deles do dia dos namorados. Era mais ou menos assim:
"Se o seu namorado ainda é um namoradinho, temos blusas de até R$30,00. Se você gosta um pouquinho mais dele, você pode dar um casaco de R$50,00. Mas, se ele for o grande amor da sua vida, temos calças jeans por até R$80,00."

Eu achei muito infeliz esse tipo de comparação. Quer dizer então que a gente é capaz de medir o tamanho do amor que alguém tem pela gente pelo preço do presente que a gente recebe?
Eu não tenho namorado, mas o último presente que eu recebi do gateenho de SP, último carinha que eu tive "uma convivência amorosa" (definição perfeita da Cléo Pires) foi um porta-retratos com uma foto linda nossa, de um momento muito gostoso que passamos juntos. Se ele tivesse me dado um Louboutin, não teria me agradado tanto!

Eu adoro dar e receber presentes, mas simplesmente odeio que essa "lembrança" ou "demonstração de amor" seja resultado dessa pressão social e comercial. Muito melhor é ganhar um presente num dia qualquer porque passou por uma vitrine e viu alguma coisa que é a sua cara, sem data marcada, sem motivo especial. Mas bom MESMO é saber que, independente do tamanho da embalagem ou o preço do que tem dentro dela, a gente é amada.



#prontofalei

De calça no red carpet

Dia desses eu lí no blog do gateenho de SP um artigo muito interessante sobre o que aconteceu na Europa (e no mundo) em Maio de 68, e como tudo que ele fala e escreve, me fez pensar muito sobre os meus valores e comportamentos. 

Para quem quiser saber mais sobre esse movimento, clica aqui
Nas minhas humildes palavras, e resumidamente para o objetivo do post, esse movimento, assim como muitos outros da década de 60, deu início a grandes conquistas para a mulher. Direitos iguais como o voto, a liberdade sexual, o anticoncepcional, a minissaia e... a calça!

E daí que depois de 45 anos, o uso da calça comprida por mulheres (ou o fato de não "optarem" por um vestido) ainda causa estranheza e preconceito. Foi o que a blogosfera toda viu esses dias, em resposta à "ousadia" de algumas famosas em usar a "peça do vestuário masculino" em pleno tapete vermelho. Come on!!!

Vamos honrar as corajosas mulheres que lutaram para que a gente hoje tivesse a liberdade de escolher o que vestir. Vamos usar calça comprida no red carpet se isso nos faz feliz (e nos deixa linda!).








#prontofalei

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Marca x Qualidade

Eu sempre gostei de coisas de qualidade, mas felizmente nunca me importei com marcas.
É claro que as marcas mais caras acabam vendendo produtos de maior qualidade, com acabamento mais bem feito e/ou com um material melhor, e por isso, eu não abro mão de comprar algumas coisas um pouco mais caras, como sapato, por exemplo. Como eu calço 33,5 (siiiiim, o 33 fica apertado e o 34 fica largo, e se forem de um material ruim, me causam bolhas e muitaaaaa dor!!), quando encontro um sapato do jeito que eu gosto e de um bom material, eu compro. Arezzo, sua linda!! Obrigada por fazer sapatos lindos e na minha numeração! :) 
Com roupa acontece a mesma coisa... algumas marcas me vestem super bem, e por isso eu viro cliente. E ra quem quiser me agradar, calças jeans da Equatore e vestidos da Afghan são ótimos presentes! rsrsrs

Mas se é pra comprar uma blusinha básica ou itens de moda que vão sair do armário no final da estação, a C&A me satisfaz e me deixa bem felizinha!! Lá eu encontro todas as tendências, a um preço justo, num material que atende às expectativas (durar uma estação e me deixar na moda).

E apesar de eu estar fazendo propaganda de graça aqui no blog para todas essas marcas aí de cima (Nãããão, esse não é um publipost rsrs), o que eu não topo, e nunca topei, foi me vestir de outdoor de marca nenhuma.
Ao invés de uma bolsa da Louis Vuitton, uma bolsa de couro. Sem marca, mas da mesma qualidade e tamanho.





E se é pra usar um moletom, porque não um com um personagem infantil, com brilhos, frases ou com a sua banda de rock favorita? Algumas pessoas preferem mostrar a marca, o preço que custou.






Uma marca que não precisa colocar o seu nome estampado em suas peças e ainda assim ser identificada de longe por quem gosta / conhece é a Farm, justamente por causa de suas estampas lindas e exclusivas. Não é uma forma de "mostrar" a marca sem fazer propaganda direta da loja??


E o que dizer das camisas pólo que custam até 10x mais que outra do mesmo material só por causa de uma bandeirinha ou um jacaré?


É claro que por trás do logo da empresa que fabricou a roupa tem o tal "status". Quem nunca viu fotos de blogueiras contando que aquela blusinha de malha é da "Zara New York", que é diferente da Zara do shopping da esquina porque foi comprada em Nova Iorque, e que substiui os antigos (da minha época de adolescente) casacos do Hard Rock Café, que vinha com o nome da cidade que foi comprado, e só vendia lá? Quem tinha um, mostrava ao mundo que 1) tinha gastado uma grana naquele casaco e 2) tinha ido àquela cidade.


Quem gosta de moda deve lembrar da febre de sapatos com sola vermelha, os famosos Louboutin inspired. Algumas empresas começaram a comercializar adesivos para colar na sola, para aquelas que não queriam / podiam comprar um modelo de sola vermelha (ainda que não fosse o verdadeiro). Eu falei sobre isso aqui.


Algumas pessoas, a fim de mostrar o tal status, querendo fazer parte de um grupo ou conquistar a admiração (ou causar a inveja) das outras pessoas, compram produtos falsos a preços beeeem menores (e qualidade idem).


Tem uma frase que é vinculada ao Will Smith que diz assim: "Status é comprar o que você não quer, com o dinheiro que você ainda não ganhou, para mostrar a pessoas que você não gosta, a pessoa que você não é".


Enquanto isso, a gente vive vendo por aí a primeira dama dos Estados Unidos e a nora do príncipe da Inglaterra usando roupas de lojas de departamento (e repetindo as mesmas peças várias e várias vezes). 
Talvez elas, que têm MUITA grana pra gastar com o que quiserem, queiram mostrar ao mundo que não precisam gastar rios de dinheiro para estarem bem vestidas, para fazer o mundo refletir sobre o consumismo ou sei-lá-o-que. Mas, seja o que elas queiram nos mostrar, não é algo que elas não são.

E você? O que quer mostrar, e pra quem? #prontofalei

terça-feira, 12 de março de 2013

Sutiã com spikes

Que eu A-D-O-R-O spikes todo mundo que vem aqui com frequência já sabe. Mas não é qualquer coisa com spikes que me conquista. Sutiã com spikes, por exemplo.




As imagens já dão a dica pra quem quer aderir: Ombro e sutiã de fora! E não esqueça de avisar ao gateenho pra manter a distância! rsrs

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Unhas decoradas? Não, obrigada!

Esses dias eu vi uma matéria na área de Beleza (!!!) do GNT falando sobre Nail Art de Natal.
Já começamos errado, já que Nail Art não deveria estar na sessão que fala de beleza, porque né?? (Na minha humilde opinião, não tem nada mais brega que Nail Art! #prontofalei!
Mas, já que é pra falar de alguma coisa, que fosse pra dar dicas realmente legais, né? Será que alguém que goste de Nail Art teria coragem de esperar o Papai Noel com uma unha dessa?


Se sim, depois não adianta reclamar se não ganhar presente, hein? rsrs

Se alguém aí quiser saber como fazer, clica aqui.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Futilidade ou Felicidade?


Algumas pessoas me olham atravessado quando eu digo que tenho um blog de moda, julgando imediatamente que sou uma mulher fútil simplesmente por gostar do assunto.
O que essas pessoas não sabem é que:
1) Eu falo da influência da nossa personalidade na escolha do que usamos e gostamos
2) Eu falo de comportamento
3) Somos influenciados pelo que vestimos e o que vestimos é um resultado do que somos
4) Vaidade e feminilidade demonstram felicidade

No início do ano eu estava sofrendo muito, e não tinha nenhum interesse, vontade ou motivação para me arrumar, ir às compras ou cuidar de mim.
Fiquei 2 meses sem pintar o cabelo ou fazer as unhas. Não variava as muitas roupas que eu tinha, usando como desculpa o fato de as minhas coisas estarem todas embaladas (eu mudei de endereço) e que dava muito trabalho procurar as coisas, então eu usava as coisas que tinha numa única bolsa. Perdi 6 kgs (e pra quem me conhece sabe o quanto isso é significativo, já que eu não tenho muitos kilos rsrs) junto com a fome e o apetite.

Para quem me conhecia, era nítido que todo aquele relaxo era um sintoma de todos os problemas que eles sabiam que eu estava passando, mas até quem não me conhecia sabia que tinha "alguma coisa de errado" comigo. Os meus olhos, a pele e os cabelos não tinham brilho e nem vida.

Eu não tinha deixado de gostar de moda, mas tinha deixado de gostar de mim. Eu não tinha abandonado a moda, eu tinha abandonado a minha feminilidade. E foi quando eu comprei a primeira peça de roupa e gastei R$280 para hidratar, cortar e fazer luzes no cabelo que eu percebi que estava saindo do fundo do poço, não porque eu tinha voltado a me interessar por coisas "fúteis", mas porque eu tinha voltado a fazer planos para o futuro, porque eu tinha voltado a gostar da vida e a gostar de mim.

Autoestima e confiança são fundamentais para se sustentar em cima de um salto alto, assim como para desfilar de short jeans e chinelo, porque é a postura (atitude) que sustenta a roupa, e não o contrário.
Quem não lembra do exemplo da Demi Moore, que eu mesma dei aqui no auge do meu sofrimento (e do dela)? Quem não lembra de ter reconhecido nela uma mulher feia e sofrida dias após o divórcio, ainda que ela aparecesse rindo e usando um vestido Zac Posen na première do filme "Margin Call"?



Nessa segunda foto, onde ela aparece de jeans, descalça e com um casaco nada glamouroso, apesar de não estar sorrindo, ela demonstra muito mais confiança.

Quando superei o meu sofrimento, eu ainda não tinha motivos pra sair rindo por aí, mas a minha feminilidade já tinha sido resgatada, e as pessoas percebiam a diferença. Antes, eu tinha as minhas emoções apagadas, a minha confiança apagada, a minha autoestima apagada, e isso resultava no meu visual apagado. Era como se eu quisesse ser invisível, passar desapercebida pela vida. Aos poucos eu voltei a ser generosa comigo, e fui me acendendo de novo!

Daqui pra frente, sempre vir uma mulher vaidosa, bem arrumada ou cheia de atitude (ou de sacolas), independente de estar ou não na moda, reconheça nela uma mulher feliz. Se não com a vida, ao menos com ela mesma!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Meiga ou puta?

Antes de começar o post, peço desculpas pela palavra de baixo calão no título, mas vocês verão que é por um motivo justo.
Mais cedo eu fui encontrar com uma amiga (amiga mesmo, de váriooooos anos) e estava com o look da foto que postei no Instagram, antes de sair ao encontro dela:


Assim que ela me viu, comentou: "Que estranho você de vestido de menininha meiga e batom de puta! kkkkkkk"
E vocês que vêem essa foto e não me conhecem? O que vêem na foto? Uma menininha meiga ou uma puta?

Tenho certeza de que a minha amiga não me considera uma puta e que a intenção dela não era me ofender (ou eu falaria dela no post como uma "ex-amiga") e o que me preocupa na frase dela não é o conceito que ela tem de mim, mas o preconceito que eu vi por trás do que ela falou. Talvez o batom vermelho (que eu falei num post mais cedo) que eu estava usando não tenha passado a imagem de uma mulher de atitude (que eu sou e ela sabe disso) mas sim de uma mulher vulgar, e ao fazer esse comentário, ela deixou que esse preconceito fosse mais forte que a imagem que ela tem de mim.

Eu pensei em explicar a ela que uma mulher pode sim, ser "meiga" e "puta" ao mesmo tempo, dizer que representamos diversos papéis durante a nossa vida, em situações e momentos diferentes (ela é mãe, esposa, filha, estudante, irmã, amiga...), mas como ela está passando por um momento muito difícil (está no meio de um divórcio), eu achei melhor não tocar nesse assunto. E também não vou me aprofundar aqui, já que não é o local ideal e o papel que eu exerço enquanto escrevo esse blog é falar de comportamento ligado à moda, mas deixo aqui a indicação de um texto para quem tiver mais de 18 anos, a mente aberta e interesse no assunto.

O que vale a pena citar aqui é o preconceito que as pessoas têm ao olharem para uma pessoa pela primeira vez, a tal primeira impressão. Muitas vezes fazemos ligações perigosas e injustas ao julgar as pessoas pelo seu visual:
* Toda vestida de preto? Hum, deve ser roqueira, deve ser uma drogada.
* Estampa de florzinha? Deve ser uma bobona romântica!
* Que roupa curta, deve ser uma piriguete.
* Batom vermelho? Uma puta!
* Óculos de grau? Nerd, com certeza.
* Terninho? Deve ser uma mulher séria.

E então eu lembrei de um episódio que eu presenciei no ensino médio. Eu era amiga de 2 meninas (hoje apenas uma delas continua na minha vida) e numa segunda-feira era comum todo mundo chegar com os cabelos e unhas feitas. Uma chegou mostrando o esmalte, que era bem clarinho, e disse "unha de virgem". A outra mostrou as unhas pretas e disse "unha de puta". Era tudo uma grande brincadeira, mas o engraçado mesmo era eu ver que o esmalte que elas usavam não diziam exatamente nada da personalidade delas. A menina que tinha "unha de virgem" era amante do amigo do pai dela, enquanto a que tinha "unha de puta" namorava há 3 anos, era fiel e (pasmem! <- percebam a ironia) virgem!

É fato que passamos uma imagem através do que vestimos e da maneira como nos portamos, mas a imagem é uma soma de elementos. Quando vemos uma mulher de saia curta + barriga de fora + sapato alto + decote + batom vermelho + unhas vermelhas andando rebolativa e provocante em uma rua escura altas horas da noite podemos pensar que se trata de uma garota de programa (e pode ser que seja apenas uma garota sem noção ou com mal gosto), por causa do estereótipo (um conjunto de ideias preconcebidas que resultam em uma generalização que nos leva a classificar pessoas ou grupo de pessoas) em torno das mocinhas de "vida fácil". Quem não se lembra do visual da Bebel como garota de programa e de como as pessoas a olhavam com mais respeito quando ela apareceu com um visual "mais respeitoso"? Mesma pessoa, mesma personalidade, dentro de roupas diferentes. Pessoas diferentes? Não. Julgamentos diferentes.


Voltando ao post sobre o batom vermelho da Miriam, vale dizer que é um ponto positivo para a Globo, que pelo papel de formadora de opiniões que exerce, acertou em cheio ao colocar a mocinha da trama usando batom vermelho ao mesmo tempo que em outra novela ela mostra a Carminha, que é vilã, usando roupas e maquiagem claras (que também foi motivo de post aqui no blog).


Pois é. As aparências enganam e o pior cego é aquele que não quer ver. #prontofalei